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Povo Indigena Paiter Surui

No início do mês de maio os representantes das Associações Clânicas e do Parlamento Paiter Surui tiveram reunião com delegado da Policia Federal, o responsável pela Operação Arco de Fogo. Na oportunidade foi entregue a carta de denuncia e reivindicações dos mesmos. Delegado garante que será providenciado com maior atenção e urgência os pedidos. E foram encaminhados as copias da carta para FUNAI de Brasília, Ministério Público Federal – RO e Equipe Técnica Federal (Programa de proteção aos defensores dos Direitos Humanos).

Veja a carta na íntegra.

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A visita se encerra com o compromisso de Bianca Jagger de defender os direitos indígenas e das populações atingidas

Logo após a visita na Terra Indígena Sete de Setembro, do Povo Paiter Surui, Bianca Jagger, Ex-mulher de Mick Jagger cumpre sua agenda em Porto Velho. Aonde foi dada uma entrevista nas impressas local e uma visita ao chefe da Casa Civil o Sr. Juscelino Batista, e na oportunidade Almir Surui falou da situação dos indígenas no Estado, Ivaneide Bandeira falou sobre os impactos nos índios isolados, Eliezer falou sobre a questão dos quilombolas, Edjales sobre a necessidade do Governo esta atento as questões ambientais e Bianca Jagger sobre os impactos das hidrelétricas sobre os indígenas e população ribeirinha.

Depois se reuniu com os representantes do movimento sociais da cidade. Os mesmos relataram como estavam sendo prejudicados pelo impacto das hidrelétricas, que muitos ribeirinhos estavam perdendo suas casas e foram entregue vários documentos a Bianca Jagger.

E juntamente com os representantes dos movimentos que estavam na reunião e Bianca Jagger, vê de perto a destruição causada pelas barragens nas casas dos ribeirinhos do bairro Triangulo.

Ao termino de passeio de barco foram direto para o aeroporto para Manaus para participar do Fórum Mundial de Sustentabilidade onde Almir e Bianca tinham uma palestra a fazer.

Assessoria de Comunicação

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Durante a visita de Almir Surui em Londres para denunciar os impactos causados pelo Complexo Hidroelétrico do Rio Madeira nos povos indígenas em isolamento voluntário, este conheceu ativista de direitos humanos Bianca Jagger e a convidou para vir ao Estado de Rondônia conhecer seu povo e colaborar na luta contra a construção das barragens que impactam direta e indiretamente os povos indígenas.

Bianca Jagger, ativista ambiental e também Membro do conselho diretor da anistia Internacional no Estado Unido, desembarca no aeroporto Capital do Café, Cacoal, Rondônia numa tarde de domingo no dia 18 de março na companhia da Ivaneide Bandeira Cardozo, Conselheira da Associação de Defesa Etnoambiental – Kanindé e foram recebida pelo Almir Suruí, Coordenador Geral da Associação Metareilá e Labiway Esaga, o líder Maior do Povo Paiter e a impressa local.

Em cumprimento da agenda visita-se a sede da Associação Metareilá, no Distrito de Riozinho, aonde foram apresentados os projetos em execução e em elaboração na expectativa de melhorar qualidade de vida dos Paiter no futuro 50 anos.

Almir Suruí fez um breve relato sobre a história dos Paiter Surui, da associação Metareilá e dos projetos desenvolvidos pelo povo Paiter Suruí e suas associações, com especial destaque para o projeto de reflorestamento, para as experiências do etnozoneamento e do plano de gestão, e para o projeto Carbono Suruí. "O contexto dos Paiter Suruí e do seu território, o vínculo dos projetos tocados pelos Paiter Suruí tem finalidade de contribuir com as políticas públicas”, explicou Almir. E ao final Walelasoepilemãm presenteou a ativista com um colar tradicional.

Na manhã do dia seguinte, seguiram para Terra Indígena Sete de Setembro, na Aldeia Lapetanha, acompanhando o grupo a equipe da Fundação Nacional Índio composta por seu coordenador regional Urariwe Suruí e procurador federal.

Ao chegar na aldeia foram recebidos com grande alegria pelas lideranças e comunidade. E lá conheceu o Viveiro e as áreas florestais que vem sendo enriquecidas com 17 espécies nativas valorizados pelos Paiter Surui no âmbito do projeto de reflorestamento e projeto de Carbono Surui.

Ao retornar do reflorestamento o grupo almoçou na companhia dos Paiter Suruí. Em sinal de boas vindas os Paiter Surui pintaram os visitantes com uma pintura corporal característica dos Paiter.

Após retornarem para Cacoal, a visita foi concluída com um jantar com familiares e amigos e seguiu a sua viagem para capital de Rondônia.

Assessoria de Comunicação

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Entre os dias 20 e 21 de fevereiro, em pleno Carnaval, no auditório da sede da Associação Metareilá do Povo Paiter Suruí, no distrito de Riozinho, em Cacoal-RO, ocorreu o I Encontro do Corredor Tupi Mondé, com a participação expressiva de líderes de comunidades e associações dos povos indígenas falantes das línguas Tupi-Mondé e Rama Rama: Paiter (Suruí), Karo (Arara), Pádèrej (Cinta Larga), Ikolen (Gavião) e Pangyjej (Zoró). O Encontro foi realizado pela Metareilá e pela Kanindé, com apoio das associações indígenas do Corredor Tupi Mondé, do Parlamento Paiter, do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA/RO), da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM/RO), das Fundações Skoll e Moore, da FUNAI e do Projeto Conservação da Biodiversidade em Terras Públicas na Amazônia. A participação no Encontro superou em muito os 27 representantes indígenas e 20 brancos assessores/convidados esperados: no primeiro dia, estiveram presentes 68 participantes – entre indígenas Apurinã (1), Arara (4), Cinta Larga (10), Gavião (9), Suruí (21) e Zoró (6), e brancos (17) representando organizações parceiras e convidadas; e no segundo dia, 53 participantes deram continuidade aos trabalhos – entre indígenas Apurinã (1), Arara (4), Cinta Larga (8), Gavião (8), Suruí (16) e Zoró (7), e brancos (9).

Dentre os representantes de instituições parceiras e convidadas, destacaram-se as presenças de Marcos Apurinã (Coordenador Geral da COIAB), Urariwé Suruí (Coordenador Regional da FUNAI de Cacoal), Naraiagoteme Suruí (Gerente Indígena da SEDAM), Júlio Naraykosar Suruí (Coordenador de Assuntos Indígenas da Prefeitura Municipal de Cacoal), um representante da Secretaria dos Esportes, da Cultura e do Lazer (SECEL/RO), a vereadora Ligia Neiva (PTB) do município de Rondolândia-MT, que apoia o povo Zoró na área de educação, e demais assessores das associações indígenas.

O encontro foi convocado com o objetivo de promover a discussão e construir entendimentos coletivos entre os cinco povos sobre a gestão etnoambiental e cultural do Corredor Tupi Mondé. A programação começou no primeiro dia com uma série de palestras e exposições em painéis e mesas, seguidas de debates, sobre os seguintes temas: análise de conjuntura; cultura; gestão territorial e ambiental; e associativismo e redes sociais – nas quais participaram indígenas e brancos (assessores e representantes de órgãos públicos federais e estaduais). 

Ao final do primeiro dia foram constituídos quatro grupos de trabalho, compostos com representantes de todos os povos presentes ao encontro para, em torno de perguntas orientadoras, construir entendimentos e apresentar propostas sobre: o que é o Corredor; quais os tipos de articulação e de atuação possíveis entre os povos no Corredor; e a gestão territorial e ambiental do Corredor.

Retomando as atividades na manhã do segundo dia, após as apresentações dos resultados dos grupos de trabalho, seguiu-se um debate em torno do melhor arranjo para articular os povos indígenas do Corredor, suas comunidades e associações, e fez-se uma rápida sistematização do principais problemas, desafios e propostas levantados, de modo a constituir uma agenda/pauta para o prosseguimento das ações no Corredor pelos povos indígenas. Tirou-se a composição de uma “comissão provisória”, que se reunirá no próximo dia 09 abril, com apoio dos recursos das próprias associações, de modo a consolidar a agenda e avançar na definição da estrutura de governança do Corredor – que deve, no futuro, incorporar representantes dos povos e comunidades tradicionais agroextrativistas, que vivem nas reservas extrativistas estaduais ao norte do Corredor (conforme entendimento construído durante o encontro).

A plenária do encontro também aprovou o encaminhamento de cinco manifestações a autoridades federais e estaduais – notadamente, a Presidenta Dilma, o Presidente do Congresso Nacional e os governadores de Mato Grosso e Rondônia – renovando demandas do movimento indígena, cobrando compromissos assumidos por essas autoridades em diferentes momentos e exigindo maior participação indígena nos assuntos que lhes dizem respeito – em especial, medidas legislativas ou administrativas que os afetam. Aproveitando-se a presença do Coordenador Geral da COIAB, Marcos Apurinã, também foi repassada e revista a agenda política do movimento indígena para os próximos meses, que inclui, entre outros: o processo de regulamentação do direito de consulta previsto na Convenção 169 da OIT; uma assembleia extraordinária da COIAB entre os dias 27 a 31 de março próximo, em Manaus/AM; e a realização do Acampamento Terra Livre (ATL) 2012 no âmbito da Cúpula dos Povos que precede a Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro/RJ.

Para conhecimento das cartas na íntegra, Sinval Barbosa, Confúcio Moura, Dilma Rousseff (Cc: Aurélio Rios, Márcio Meira, Jóse Eduardo, Izabella Texeira, Edison Lobão e Marcos Apurinã), Dilma Rousseff e José Sarney.

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No dia 24 de janeiro de 2012, a Sra. Adriana Hayes (Oficial de Programa da USAID Washington), na companhia da Sra. Magaly Pagotto (USAID Brasil), visitaram em Cacoal-RO a Coordenação Regional da FUNAI, chefiada pelo indígena Urariwé Suruí, a sede da Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí, no Distrito de Riozinho, e a aldeia Lapetanha, na TI Sete de Setembro.

A visita começou com um café da manhã, às 07h, no Cacoal Palace Hotel, reunindo as duas oficiais da USAID, Almir Suruí, Coordenador da Metareilá, Ivaneide Cardozo, da Kanindé, Vasco van Roosmalen, da ECAM e o Coordenador do Projeto, Henyo Barretto Fº, do IEB. De lá o grupo seguiu para encontrar outros Suruí que fazem parte da Coordenação da Metareilá e reunir-se com o Coordenador Regional, Urariwé Suruí, formado em Administração e ex-integrante do programa de estágio da Kanindé, durante o qual foi beneficiário indireto do apoio da USAID a projetos da Kanindé. Na ocasião, Urariwé, Almir e as oficiais da USAID trocaram impressões sobre as interfaces dos projetos apoiados pela USAID com as políticas públicas dirigidas para os povos indígenas na região e o desafio da sustentabilidade.

Em seguida, o grupo se dirigiu para a sede da Metareilá no Riozinho, onde as oficiais da USAID foram apresentadas a toda a equipe técnica da associação e ouviram do Labiway Esaga Almir Suruí um breve relato sobre a história dos Surui, da associação Metareilá e dos projetos desenvolvidos pelo povo Suruí e suas associações, com especial destaque para o projeto Pamine (de reflorestamento), para as experiências do etnozoneamento e do plano de gestão, e para o projeto Carbono Suruí (de pagamento por serviços ambientais). Almir explicou o contexto dos Suruí e do seu território, o vínculo dos projetos tocados pelos Suruí com as políticas públicas e ao final presenteou a Sra. Adriana Hayes com um colar tradicional Suruí.

Ao final da manhã, o grupo rumou para a aldeia Lapetanha (Linha 11) na TI Sete de Setembro, onde, após percorrer as estradas de acesso em péssimo estado devido às fortes chuvas, tiveram a oportunidade de visitar e conhecer algumas instalações (galpões e maquinários), os viveiros e as áreas florestadas que vêm sendo enriquecidas com 17 espécies nativas valorizadas pelos Suruí no âmbito do projeto de reflorestamento, as áreas de plantios comerciais de banana e café, e algumas roças indígenas tradicionais, nas quais se consorcia um conjunto variado de cultivos. O grupo almoçou na companhia dos Suruí daquela comunidade e tiveram a oportunidade de conversar um pouco mais e conhecer de perto a realidade desse povo indígena e do seu território. Em sinal de boas vindas e para selar alianças, os Suruí pintaram os corpos do Coordenador do Projeto e das oficiais da USAID.

Após retornar à cidade de Cacoal, a visita foi concluída com uma rápida passagem das oficiais da USAID pelas instalações do extinto Fórum Paiter Suruí, no bairro Josino Brito.

Por Henyo Barretto Fº, Coordenador do Projeto Conservação da Biodiversidade em Terras Públicas na Amazônia, do IEB.

Cacoal, 25 de Janeiro de 2012.

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O segundo dia dos jogos indígenas (07), teve a participação da etnia Suruí, que depois de três dias de viagem, 27 atletas, chegaram em Porto Nacional (TO), para participar pela primeira vez dos jogos. A terra do povo Suruí localiza-se entre os municípios de Cacoal (Rondônia) e Aripuanã (Mato Grosso).

O primeiro contato pacífico dos Suruí com os brancos foi em 1969. A seguir, cerca da metade da população Suruí morreu devido às doenças transmitidas pelos colonos. No início dos anos 80, o povo Suruí contava com menos de 300 indivíduos. Hoje, o povo Suruí é uma das etnias mais populosas do Estado de Rondônia. São cerca de 1500 indígenas distribuídas em vinte e cinco aldeias.

Gosoda Surui, formado em turismo, conta que os jovens da sua comunidade treinaram com frenquência para participar das modalidades de cabo de força e arremesso de lança. Ele também explica que mesmo tendo contato com homem branco, os Suruí mantém vivas suas heranças culturais. "Durante todo o ano nós treinamos muito para virmos preparados para os jogos,nós não temos uma culinária especial, a comida indígena já é uma comida forte. Todos nós falamos nossa língua nativa, temos nosso trabalho na agricultura tradicional e também a agricultura que aprendemos com o branco", explica.

As competições de segunda-feira iniciaram com o futebol masculino e feminino. Mas uma das modalidades mais esperadas pelo público foi o arremesso de lança, onde 27 etnias participaram da competição. Cada delegação indígena teve um atleta participante com o direito de realizar três arremessos durante a prova.

A contagem de pontos que irá definir o primeiro, segundo e terceiro colocados, será pela maior distância arremessada. Na primeira fase eliminatória os três melhores arremessadores foram da etnia Terena/MS, Tapirapé/TO e Bororo/MT. Na próxima quarta-feira terá a segunda fase do arremesso, e a grande final será no sábado (12).

A segunda modalidade disputada foi o cabo de força. Cada delegação indígena teve o direito de inscrever no máximo duas equipes, uma masculina e a outra feminina, composta de dez atletas e dois reservas. O objetivo dessa modalidade é o de medir a força física dos participantes. Vencer o cabo de força, significa ter os índios mais bem preparados para o confronto físico.

Mais informações e fotos clique aqui.

Fonte: Fundação Nacional do índio

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greenpeace magazin 6.11

Strom aus der Wüste? Da war doch was. Mit viel Tamtam gründete sich vor zwei Jahren die Desertec-Industrie-Initiative, um die Vision riesiger Spiegel­kraftwerke in der Sahara umzusetzen. Lange passierte nichts, 2014 soll der erste Solarstrom nach Europa fließen – aus Marokko. Das nordafrikanische Königreich ist der ideale Testfall für Desertec.

BAUM NUMMER 103.712

Die Luft ist so feucht, dass man sie trinken könnte. Häuptling Almir Narayamoga Surui, Federkrone auf dem Kopf und Badelatschen an den Füßen, steht in seinem Territorium neben einer frisch gepflanzten Brasilkastanie und drückt ein paar Tasten auf dem GPS-Gerät in seiner Hand. Die exakte Position des Setzlings ist registriert. Ein junger Indio hat Pfeil und Bogen dabei, es gibt Jaguare im Wald, man weiß nie. Nebenan, auf der Motorhaube eines schlammverkrusteten Pickup-Trucks, sitzt Thomas Pizer und hält einen Laptop auf dem Schoß. Via Satellit gelangen Längen- und Breitengrad der Pflanze in den Computer, ein neuer Punkt taucht auf in Pizers digitaler Karte des wiederaufgeforsteten Gebietes, es ist Baum Nummer 103.712. Mit Pizers Hilfe haben die Surui in den letzten Jahren mehr als hunderttausend Bäume gepflanzt. Pizer kommt aus der französischen Schweiz. Er blickt aus seinem schweißverklebten Gesicht zum Himmel, sagt „merde!“ und klappt den Computer zu. Gleich wird es wieder regnen.

Almir sagt: „Wenn der Wald stirbt, sterben auch die Surui. Aber die Welt braucht den Wald. Also braucht sie auch uns, die Wächter des Waldes.“

Der Häuptling sagt immer solche Sachen. Immer in seinem geflüsterten Zeit­lupen-Portugiesisch, von Monsieur Pizer in den langen Pausen zwischen den Sätzen ins Englische übersetzt. Die beiden sind ein seltsames Paar. Klein und leise ist der Visionär aus dem Dschungel, groß und laut sein Gehilfe aus der Zivili­sa­tion. Hier der Ureinwohner, der sich der Mittel der Moderne bedient, dort der Com­puter­freak aus der Ersten Welt, der das Ursprüngliche liebt und die Natur retten will. Kriegserfahren sind sie beide, Almir als Mitglied der Kriegerkaste unter den Surui, die die weißen Siedler notfalls auch mit Gewalt vertreibt, Pizer als Rot­kreuz-Veteran, der 15 Jahre in den übelsten Konfliktgebieten der Welt verbrachte. Almirs Mutter hat Pizer vor ein paar Jahren als Familienmitglied adoptiert und ihm einen Surui-Namen gegeben, „No Honira Iuwai“, der Mann vom großen Berg, weil er aus dem Land der Alpen stammt. Almir und Thomas sind Brüder.

„Manchmal nennen sie mich auch Mekopoi“, sagt Thomas Pizer, „das heißt ‚fetter Jaguar‘.“ Er klopft sich auf den Bauch und lacht.

Dann nimmt Gott eine Dusche. Regen, wasserfallartig. Alles fließt, der Wald ist jetzt ein Sumpf. Und nach ein paar Minuten brennt wieder die Sonne, fliegen die Papageien auf. Pizer streift das Wasser aus seinem Seehundschnauz, Almir wringt sein T-Shirt aus. Der Chief lacht und sagt wie zur Entschuldigung: „Amazônia!“ So ist das eben hier, in Amazonien, zur Regenzeit.

Die Fortsetzung lesen Sie im aktuellen Greenpeace Magazin. Bitte bestellen Sie hier.

Fonte: Greenpeace Magazin

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Há suspeita de extração ilegal de madeira em terras indígenas. Polícia Federal monitora a região com seis policiais.

O Ministério Público Federal pediu o fechamento de nove madeireiras que funcionam no entorno de áreas indígenas, em Espigão D'Oeste, na divisa de Rondônia com Mato Grosso.

Três terras indígenas estão localizadas na região: Sete de Setembro, do povo Suruí; Zoró e a Reserva Roosevelt, dos índios Cinta Larga. O distrito de Boa Vista do Pacana é vizinho de toda a área de preservação ambiental.

A quantidade de madeira amontoada nos pátios é o motivo da ação do Ministério Público Federal. O procurador da República Daniel Fontenele denuncia que cerca de sete mil metros cúbicos de madeira saem da região por mês. A Ação Civil Pública pede o fechamento das madeireiras instaladas no distrito. O Ministério Público questiona também a liberação pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente de licenças de funcionamento. “Os empreendimentos impactam diretamente em terras da União e se localizam na divisa do estado de Rondônia com Mato Grosso. Portando, de competência federal”, diz Fontenele.

A Secretaria de Meio Ambiente contesta a afirmação. Nanci Rodrigues afirma que o estado tem poder para atuar naquela região. Das nove madeireiras da região, cinco tiveram as licenças renovadas este ano. “Estamos hoje licenciando com base na legislação federal/estadual e que o licenciamento dentro do território do estado de Rondônia é de competência do estado. A gestão florestal foi transferida por competência ao estado de Rondônia”, diz.

Além da paralisação total das madeireiras, ação pede à Justiça federal que anule as licenças ambientais emitidas pela Sedam. Novas licenças próximas as terras indígenas devem passar por um aval da Funai. O Ministério Público Federal pede ainda que os donos de madeireiras sejam condenados a pagar R$ 10 milhões às comunidades indígenas atingidas pela exploração ilegal de madeira.

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Fonte: Do Globo Rural

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Suruí denunciam ação dentro da reserva Sete de Setembro. Eles se queixam da falta de ação da polícia e da Funai.

A placa logo na entrada da terra indígena Sete de Setembro alerta: a área é de preservação ambiental e deve ser respeitada. O território do povo paiter-suruí tem cerca de 250 mil hectares entre o sudeste de Rondônia e o noroeste de Mato Grosso.

Cerca de 1300 índios vivem espalhados em 25 aldeias. Hoje, eles enfrentam um grande problema: dizem que as terras estão sendo invadidas e exploradas por madeireiros.

O líder indígena se preocupa com a situação da reserva. Almir Suruí é conhecido internacionalmente pela luta em defesa dos direitos dos povos indígenas e por trabalhos de preservação ambiental.

No território suruí, ele implantou projetos de comercialização de crédito de carbono e de reflorestamento com plantas nativas. Com tantos esforços para preservar o meio ambiente, Almir quer ajuda para proteger a terra.

A coordenadoria da Funai em Cacoal informa que há anos sabe dos problemas dentro das terras indígenas Sete de Setembro e que ações estão sendo planejadas e realizadas em parceria com instituições federais, mas as informações são sigilosas.

A polícia federal de Rondônia informa que está investigando o caso. O Ministério Público Federal entrou com uma ação pedindo que a justiça anule as licenças ambientais cedidas às madeireiras pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental.

Fonte: Do Globo Rural

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